terça-feira, 1 de setembro de 2009

Apagando a velinha e ficando velhinha




Pouca gente sabe, mas eu tenho horror a comemorar o meu aniversário. Esse pânico a festinhas onde o "Parabéns pra você" é destinado à minha pessoa, se deve ao fato de que perdi uma pessoa muito especial no dia que até então era o mais feliz do ano pra mim. Em um 2 de Setembro não muito distante e também não muito recente, perdi uma das pessoas que eu mais gostava, e mesmo sendo muito criança, esse fato nunca saiu da minha cabeça.


Não quero falar de tristeza. Não hoje, ontem eu já tive um dia amargo demais. Daqueles tão tristes que até as lágrimas tem medo de mim e nem dão as caras pelo meu rosto. E no final da tarde, ainda acreditei que as coisas pudessem dar uma melhorada depois que eu desse uns murrinhos no saco de boxe, mas ao chegar na academia, me deparei com as portas trancadas e um aviso: Reabriremos normalmente nesta quarta, 02 de Setembro, pois hoje estamos comemorando o Dia do Profissional de Educação Física. Legal, né?! Foi pra fechar o "Inferno Astral" com chave de ouro.


Ao acordar esta manhã, fiquei rindo sozinha, lembrando das previsões que as pessoas faziam sobre o meu futuro sem futuro. Fiquem certos de que na maioria dos planos, a essa altura do campeonato eu já estaria casada com um homem ciumento (tem uma plaquinha na minha testa dizendo que eu gosto da raça, bem ao lado do aviso que diz que músicos também são bem-vindos, sabe?!) e com dois filhos bem danados. Felizmente todos estavam errados. Completo hoje 25 anos, solteira, sem arranhões, falando palavrão e cantando samba com paixão.


Pois é... tô comemorando bodas de prata de um casamento muito bem sucedido comigo mesma, o melhor par que o cupido podia me arrumar.


Hoje eu sou uma pequena grande mulher que não tem mais medo de engolir o mundo. Sei que o fato de ter a boca pequena pode atrapalhar, mas o importante é que eu sei que tudo que eu quero de fato engolir, dou um jeito de fazer descer guela abaixo.


Nessa caminhada eu ainda dei umas topadas por aí, umas muitas na verdade. Errei feio com os outros e errei mais feio ainda comigo. Mas eu ando aprendendo que o melhor que se tem a fazer muitas vezes é ficar sozinha mesmo, pois antes você magoada do que magoando uma outra pessoa. E digo mais: minha vida tá bacana demais pra que eu deixe alguém entrar assim tão facilmente, pulando a janela ou esperando uma brechinha escapar na porta. Se esse alguém souber arrombar a fechadura, posso até pensar no caso.


Mas de uma coisa eu sei: minha vontade de ficar sozinha não vai durar pra sempre, até porque eu assisti Shrek pela quadragésima terceira vez esse final de semana, e tive a certeza de que a Fiona é bem mais feliz com seu ogro que fala besteira, arrota e peida, do que sozinha.


E parabéns pra mim...


Tin Tin!!!


Esse texto pode ser encontrado aqui, oh:
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