Tem quem goste, tem quem tenha pavor. Eu já acho que melhor do que o ato de escrever em si, é sentir a caneta na mão. Escrever rápido demais com medo de esquecer as palavras que saem como um bombardeio numa guerra que só existe dentro da sua cabeça. Manchar o papel, os dedos e muitas vezes criar no papel poças d´água do choro que vai saindo junto com as palavras. Escrever triste sempre rende bons textos, mas o medo das rugas é maior e eu parei com essa mania estranha.
Já botei muita tristeza pra fora em textos vagos. Provavelmente a melhor contribuição literária que eu daria para o mundo seria deixando as folhas em branco. Mas não dá. Que graça teria, não é? Quem ia me julgar sem os textos? Só que as pessoas devem se lembrar que podem julgar tudo pelo comportamento de uma pessoa, menos os pensamentos dela. Esses são meus. E eu não dou, não vendo, não troco e nem empresto a 7%.
Tia Gena, é a culpada de tudo que eu escrevi até hoje. Ela foi minha professora da alfabetização. Aí veio a faculdade e eu botei tudo a perder. Antes disso, veio a minha primeira coluna. Que não é essa aqui e nem a vertebral, mas era uma coluna que eu escrevi com 11 anos em um grande jornal da cidade. Todo mundo elogiou, todo mundo achou lindo, todo mundo achou o máximo. Eu só achei que aquilo não era pra mim e minha vida de jornalista só durou um dia.
Hoje eu acho que todos nós merecíamos fazer parte da confraria dos que escrevem só por querer, sem obrigação. É lindo quem escreve sem necessidade, até mesmo sem talento. Isto é a prova maior de que não só a leitura é para todos, a escrita também é.
Aí agora eu escrevo aqui, eu minto aqui, eu tiro onda aqui. Aqui eu sou indecisa, assim como em todo canto. Devo escrever sobre o ócio das minhas “férias frustradas”? Sobre a crise de meia-idade que chegou por aqui bem precocemente? Sobre o quanto me incomoda gente que faz beicinho o tempo todo pra fazer charme? Não, hoje eu não quero reclamar. Tirei as pedras da mão e mudei de foco, de fica, de fato.
E não é porque eu não quero escrever que meu papel está vazio. O papel tá sendo escrito aos poucos. Cansei de fazer nada e agora eu tô só nadando. Parei de ficar no raso e mergulhei no fundo de cabeça, com roupa e tudo. Mas eu tô nadando direitinho nessa piscina nova, dando uma braçada de cada vez, sem pressa de contar essa história que tá enxendo meus dias, minhas páginas...
domingo, 23 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
Feliz dia da Mãe Joana
Mãe é mãe, o resto é pai. Dona Joana adora dizer essa frase. Dona Joana é minha mãe. E pra mim, ela é a melhor do mundo. Dona Joana não é só mãe, ela também é filha e vó. Minha vó vive dizendo que ela é a melhor filha do mundo. E quando minha sobrinha aprender a falar, ela vai dizer que Dona Joana também é a melhor vó do mundo.
Dona Joana é mãe, mas não é prendada como uma. Nem cozinha, nem lava, nem passa... Lembro que quando eu era criança, ela também não sabia arrumar meu cabelo. Rabo de cavalo? Lacinho? Trança? Nem pensar... Era muito mais prático me levar no salão de beleza e mandar fazer um corte chanel com uma franja torta.
Não é prendada, mas sempre foi dedicada. Eu sempre fui trelosa. Sempre. Quando eu levava uma queda e me machucava, ela não usava Mertiolate, muito menos Mercúrio, ela dava era um beijinho e a dor passava. Mas claro, a ferida tava feita e ficava lá, só que sem cicatriz.
Ela jura "de pé junto" pra todo mundo que aprendeu a andar de cavalo quando tinha dois anos e começou a dirigir o jeep que era do meu avô desde os quatro. E quem é doido de dizer que é mentira?! Mãe não mente, gente.
Minha mãe não é moderninha, muito menos mãe de novela, dessas que compartilham os segredos mais secretos com as filhas. E eu gosto assim. Ela não gosta de rock'n'roll, ela gosta é de Alcione. Vocês entendem agora de onde vem a minha paixão pela Marron, né? Tá no sangue.
Não tem coisa mais clichê do que mãe. Todo mundo tem e todo mundo ama. Também quero amar alguém um dia como minha mãe me ama. Um amor assim que faz a gente querer matar e morrer. Aliás... morrer não, pois se eu morrer minha mãe me mata.
E eu desejo um feliz dia, pra minha Joana e pra sua também!
Dona Joana é mãe, mas não é prendada como uma. Nem cozinha, nem lava, nem passa... Lembro que quando eu era criança, ela também não sabia arrumar meu cabelo. Rabo de cavalo? Lacinho? Trança? Nem pensar... Era muito mais prático me levar no salão de beleza e mandar fazer um corte chanel com uma franja torta.
Não é prendada, mas sempre foi dedicada. Eu sempre fui trelosa. Sempre. Quando eu levava uma queda e me machucava, ela não usava Mertiolate, muito menos Mercúrio, ela dava era um beijinho e a dor passava. Mas claro, a ferida tava feita e ficava lá, só que sem cicatriz.
Ela jura "de pé junto" pra todo mundo que aprendeu a andar de cavalo quando tinha dois anos e começou a dirigir o jeep que era do meu avô desde os quatro. E quem é doido de dizer que é mentira?! Mãe não mente, gente.
Minha mãe não é moderninha, muito menos mãe de novela, dessas que compartilham os segredos mais secretos com as filhas. E eu gosto assim. Ela não gosta de rock'n'roll, ela gosta é de Alcione. Vocês entendem agora de onde vem a minha paixão pela Marron, né? Tá no sangue.
Não tem coisa mais clichê do que mãe. Todo mundo tem e todo mundo ama. Também quero amar alguém um dia como minha mãe me ama. Um amor assim que faz a gente querer matar e morrer. Aliás... morrer não, pois se eu morrer minha mãe me mata.
E eu desejo um feliz dia, pra minha Joana e pra sua também!
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