segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Esperando por um bom título

Quem espera sempre alcança? Nada... tem gente que é baixinha como eu e só vai alcançar se subir num banquinho ou pedir uma ajuda. Mas todo mundo espera alguma coisa. Esperam principalmente que as coisas andem mais depressa, como se a vida já não fosse rápida demais.

Existem esperas irritantes e esperas agradáveis, umas fazem um bem danado para a nossa imaginação e as outras não sei bem a quem fazem um bem. E eu digo logo que se vocês esperam ler um texto sensacional, devem parar por aqui, não esperem muita coisa hoje de mim.

Tá pra nascer coisa mais insuportável do que fila de banco. Eu odeio. Sempre fico noiada achando que a qualquer momento alguém vai entrar anunciando um assalto e mandando todo mundo pro chão. Mas eu tenho uma tia que adora. Ela diz que sempre leva cantada dos aposentados que tão passeando no banco sem ter nada pra fazer, que faz tanto bem quanto passar em frente de uma obra.

Gravidez é o tipo da espera que deve ser maravilhosa. Ficar imaginando o rostinho do bebê deve ser uma sensação maravilhosa. Sem contar a espera do sexo. Já pensou?! Você passa 3 meses pra saber e quando descobre, compra o enxoval mais lindo do mundo, com as roupinhas mais lindas do mundo, mas a verdade é que você só vai ter certeza mesmo quando a criança completar 15 anos e decidir se é menino ou menina.

E o clima de tensão que deve ter a sala de espera de um Proctologista? O cara tá sentado lendo uma revistinha de fofoca e não sabe bem o que vem pela frente (nesse caso por trás seria mais adequado). A única certeza que ele tem é que não vai sair de lá sem ter levado no mínimo uma dedada.

Quando eu espero por um show que eu gosto muito, me sinto como se tivesse 12 anos novamente. As lombrigas que residem na minha barriga fazem uma festa, talvez seja tentando avisar que essa espera pode nem valer tanto assim, que eu vou esperar ainda mais lá, pois o cantor tá no camarim enchendo a cara e paquerando as menininhas.

Relacionamento sem espera então é algo que não existe, fato. Já faz algum tempo, tipo uns 11 anos do meu primeiro pra cá que eu espero, aliás... todos nós esperamos. Esperamos uma ligação, uma mensagem de texto no celular (que você confere de 5 em 5 minutos pra ver se está ligando, dando sinal e aquela coisa que nós fazemos muito bem), um depoimento no Orkut, uma DM no Twitter, uma mensagem no Facebook, uma janelinha subir no MSN e por aí vai...

Lembro que esperei 8 meses pra um paquera me dar um beijo. Isso eu estando com 24 anos e ele com 27, duas crianças de 6 e 9 devem ser mais desenroladas que a gente, né?! Enfim... depois de muita espera, acabou acontecendo. Agora eu o deixo esperando...

Sabe aquele seu outro paquera que ia passar no seu hotel depois do futebol? Você ainda está lá na recepção esperando, né? Ele te ligou avisando que não ia? Pra mim também não. E eu espero uma desculpa esfarrapada até hoje.

Mas certo dia a felicidade não me deixou esperando. Chegou antes da hora e subiu as escadas rolantes que desciam, viu?! Só pra me encontrar... E tem quem diga que a felicidade é algo difícil de se ter, mas eu soube que dividi essa felicidade com metade da torcida feminina (há quem diga que também masculina, credo!) do Santa Cruz, Náutico e Sport.

Tem também aquela canção, aquela bem bonitinha, que eu mal posso esperar pra cantar... a letra já tá ensaiadinha, decorada desde a primeira vez que a ouvi. O show tá perto... bem perto. Espero os aplausos e o grito da galera.

Esses anos de treino me ensinaram a ser boa na espera, mas apesar de fazer isso profissionalmente, tenho a mania de procurar a solidão, embora algumas vezes esteja acompanhada. Mas sabe porque eu procuro? Sozinha pelo menos eu não espero por ninguém, só espero por mim mesma. Até porque esperar pelos outros é algo muito confortável, mas não é nada aconselhável.

E a gente pensa que as pessoas são diferentes, mas elas são todas iguais, a diferença é o tempo que cada uma aguenta esperar. Eu tô aqui esperando deitada. Porque esperar em pé cansa e sentada dói a bunda, viu?!

E se você espera que isso tudo seja verdade... Ô meu bem, eu te avisei pra não esperar muita coisa de mim.

Pode ler aqui também, oh: http://www.portalparaiba.com/site/colunista.php?idColuna=98

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Complexo de Zé Mayer


Ele exala testoterona pela telinha e é o dono do alvoroço da mulherada todas as noites (pelo menos de segunda a sábado). Durante todas as 24h do dia, ele também é o dono das melhores piadinhas que circulam na internet. Se você não sabe do que tô falando meu bem, abra o Twitter (o microblog inútil mais útil de todos os tempos) e vá em busca do #zémayerfacts.

E se você não sabe como ver, eu ajudo colocando algumas aqui. Tô super bem-humorada, mesmo sem ter saído com o Zé Mayer ontem a noite. E as três melhores frases na minha opinião são:

1. Quando nasceu, Zé Mayer deu um tapa na bunda da enfermeira.
2. Zé Mayer não conta carneirinhos pra dormir, conta Helenas.
3. Se o Zé Mayer morrer no final da novela, a terra há de ser comida por ele.

Entendem agora porque de todas as mulheres desse Brasil estão querendo ser Helena? Sorte da Regina Duarte, da Christiane Torloni, da Vera Fisher e agora da Taís Araújo, a mulher mais invejada da ficção nos últimos dias, que pega um bonitão na novela das 9h e é casada com o feioso do Lázaro Ramos. Mas há ainda quem diga por aí que a primeira Helena que o Zé pegou não foi a do Manoel Carlos, foi a de Tróia.

Deixando o Zé Mayer um pouco de lado, tendo só um o cuidado pra ele não ficar do lado demais e querer me dar uns pegas, o Zé andou inspirando muito coroa por aí e por aqui. Já que as mulheres começam a observar que dois de 20 não dão a metade do caldo que um quarentinha tem pra oferecer, os marmanjos andam correndo em busca do tempo perdido e das mulheres também.

Eles são seguros, mais bem cuidados, mais gentis, galateadores, discretos e silenciosos, falando apenas a coisa certa na hora certa. Mas se engana quem pensa que pro quarentão é moleza. Quem vê o Zé Mayer na novela deve pensar que ele não faz nenhum esforço pra ser assim, amanhece e adormece com essa carinha linda de quem quer te dar uns tapas (no bom sentido, claro) o tempo todo. Mas não... é duro. E se não for tão duro assim... quem tem azul tem tudo, né?!

Tinta discreta no cabelo pra tapear os fiozinhos brancos que já tomam conta de mais da metade da cabeça, roupas descoladas feitas para boyzinhos de 19 anos, máscara de argila verde no rosto antes de dormir e ao acordar, isso sem contar as flexões que eles fazem no escritório entre uma reunião e outra, bem no meio da sua sala, que tem uma plaquinha na porta dizendo: Diretor Executivo.

Enfim, os Zés de 40 e 50 estão na moda (por mais que o Zé original tenha acabado de chegar na casa dos 60), mas eu devo admitir que ando meio numa fase meio cafona. E ah... queria dizer só uma coisinha pras modernetes que estão aderindo à moda do peguete bem mais velho: Corega neles, Colega!

http://www.portalparaiba.com/site/colunista.php?idColuna=96