segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Carnavalizando...


Eis a pergunta que não quer calar: O melhor acompanhamento para o confete e a serpentina é o amor?! Pois é queridos leitores... Festa da carne que nada, o que no fundo todo mundo quer é um "amor de carnaval".

O risco desse amor é que muitas vezes a gente se apaixona pela fantasia do outro. É um amor suado, um amor mascarado. E a gente sabe que na quarta-feira de cinzas essa máscara cai e o único bloco que dá pra acompanhar é o Bloco da Vida Real.

Se no meio da folia tiver alguém fantasiado de cupido, saia de perto... ou não. Cuidado com a flecha que a fecha te pega e ela pode ser fatal, principalmente se seu coração for assim como o meu: prontinho pra amar.

Pra quem acha que esse tipo de amor só dura 4 dias, eu conheço uma bela trama que contrariou as expectativas e que durou quase 6 anos. Tudo bem que no meio da folia deles sempre rolava uma briga ou outra, mas esse caso chegou ao fim porque eles resolveram curtir a festa em outra praia, praça, ladeira ou avenida.

Vocês tão ouvindo daí meu coração pulsando como uma bateria de escola de samba, como uma orquestra de frevo ou um maracatu? É... nesse carnaval vou procurar alguém fantasiado de cardiologista, esse aí vai saber cuidar dessa folia que é meu coração. "E se não der certo, novamente eu vou chorar", como Jorge Ben Jor me ensinou na sua canção que fala justamente sobre esse tema.

Eu desejo um carnaval cheio de plumas e paetês pra todo mundo. Não importa se a trilha sonora vai ser o hit da bicicletinha de um magnifíco compositor que eu não conheço (e nem quero) ou o maracatu que pesa 1 tonelada da Nação Zumbi, o que todo mundo deve fazer é se divertir.

Mas lembre-se: acaba o carnaval, acaba a vida. Pelo menos a vida boa...

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