segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Metade futebol, metade mulher


Se essa coluna é um lugar pra desabafar sobre minhas paixões, dessa vez eu vou ser sincera e escrever sobre uma paixão que bate no meu peito há 25 anos: O FLAMENGO.

Como eu queria conseguir escrever em vermelho e preto todo esse texto! Como eu queria que vocês tivessem ouvido o meu grito hoje ao término do jogo! Como eu queria que vocês pudessem ver o sorriso que eu exibi durante a comemoração do título!

Ver o Flamengo hexacampeão?! Que bom, que bonito, que rico! Pobre é ver que exista tanta inveja nesse mundo, que o time mais amado é também o mais odiado do Brasil, e que muitos querendo ou não, a gente é Hexacampeão. Isso tudo com graça, com raça, com classe, com categoria.

Parem de dizer que o Grêmio abriu as pernas, que o Corinthians ajudou ou qualquer coisa do gênero... reconhecer a vitória de um time que suou a camisa e jogou bonito durante todo esse campeonato é o mais correto a se fazer. E se os pontos corridos correram do time de vocês, eu sinceramente não posso fazer nada.

E o mais lindo de tudo isso é ver que após 17 anos sem ganhar um brasileirão, a maior torcida do mundo continuou lá, firme e forte, com o grito de "É Campeão" preso na garganta, dando apoio ao seu time, que apesar de muitas alegrias, nos proporcionou também muita tristeza.

Não vou dizer que foi fácil torcer pelo Flamengo por todos esses anos. Seria muito mais prático virar a casaca e escolher uma dessas empresas que se dizem times de futebol. Foi difícil enfrentar a "tiração" de onda dos amigos que odeiam o Mengão, da ausência de craques como Zico e cia... e claro, da ausência de títulos de nível nacional (afora uma ou duas Copas do Brasil). Mas todo mundo sabe que tanto no campo quanto no jogo da vida, alguém vai ganhar e alguém vai perder.

Só que dentro de mim algo dizia que dessa vez quem ia perder não era a gente. O time é bom e acima de tudo, era um time que estava interligado à torcida, e eu, como torcedora da melhor qualidade, tenho um enorme prazer em ver esse time jogar. Já que eu sou favelada, então eu vou gritar com muito orgulho: É équiçá, porra!

Se as vezes eu pareço um menininho discutindo a rodada da semana no meio da rua, não se enganem, vestindo essa camisa vermelha e preta existe uma menininha apaixonada e viciada em futebol.

E como já cantava um amigo meu: É assim que ela é, metade futebol, metade mulher...

Um comentário:

  1. Oie,
    Só o fato de vc estar em PB e tocer por um time do Rio de Janeiro já é virar a casaca. Vc teria que valorizar sua terra e torcer, por exemplo, para o Botafogo da Paraíba. Aí sim eu diria que vc seria metade futebol, fiel ao seu clube independentemente dos resultados e tal.
    Torcer para um time vitorioso (mesmo que tenha ficado um tempo na fila) qualquer um torce, isso não divide o joio do trigo.
    Bjus.

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