quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Ao bom velhinho do saco cheio...


Querido Papai Noel,

Podia começar essa cartinha dizendo que este ano fui uma boa moça, que me comportei e que mereço os melhores presentes deste Natal. Mas não... desta vez não quero mentir pra você. Esse ano eu fui uma menina má, muito má. Mas eu aproveitei minha vida "máravilhosamente" bem!

Ganhei muito dinheiro (que torrei todo em roupas lindas e farras homéricas), fiz as melhores viagens por esse Brasil (e até repeti as que mais gostei), fiquei no meio de duas motos em movimento dentro de um Globo da Morte ( e quase mato minha mãe quando ela viu pela TV), conheci os caras mais interessantes do mundo (sem exageros... até porque você sabe que minha listinha deste ano foi surpreendente, tendo até "celebridades do mundo anônimo" no meio). Enfim... fui uma mulher independente, com carinha de adolescente e que se divertiu como criança, sem um pingo de medo das consequências.

Eu sei que todo ano te peço a mesma coisa: Amor. Mas meu erro era pedir só pra mim. Quanto egoísmo, hein?! Esse ano eu quero repetir o pedido, mas quero que você deixe um pouquinho de amor no coração de todo mundo, não só no meu. Crianças, velhinhos e claro: não esquece de colocar um pouquinho de amor no peito dos adoráveis filhos da puta e dos cafajestes de fino trato, tá?!

É demais repetir? Não, né?! Afinal de contas... a gente sabe que o amor é um remédio que faz bem, o problema é que em comprimido é difícil de engolir, em líquido é amargo demais e a versão injetável dói, mas a gente morre se não se medicar. Então, estou pronta. Que venham as altas dosagens de amor no meu peito, Papai Noel!

Um beijo meu,
Maria Tereza Falcão

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