João Pessoa, 31 de Fevereiro de 2009
Adorável Filho da Puta,
Lembro bem do dia em que nos conhecemos...
Era uma noite louca, você estava bêbado, doido e mal vestido, mas nada disso tirou o seu charme e eu me apaixonei assim que te vi, mesmo não tendo permissão pra isso. Passaram-se alguns meses até a nossa primeira conversa... e foi sintonia logo de cara! Não tinha como não ser, somos da mesma raça, e você é exatamente aquilo que eu vou ser quando crescer.
E os nossos papos nas madrugadas? Você fazia meus trabalhos da faculdade, eu te escutava sobre o seu dia de trabalho, você se despedia com um beijo e dizia que estava me esperando do lado esquerdo da cama... Eu acordava feliz e com umas olheiras de causar inveja em qualquer panda.
Mas a gente não podia ficar "junto" naquele momento. Minha coragem não era suficiente e a geografia também não ajudava.
Tomei coragem por um final de semana e tudo correu bem... Depois de anos, finalmente tirei a prova de que você era realmente tudo aquilo que parecia ser: um conquistador barato, mas que só gosta do que custa caro! E bote caro nisso...
Sinceramente eu já havia desistido de você, dado como perdido... mas nos momentos em que eu já estava te esquecendo, você encostava e fazia com que eu lembrasse de você, do quanto você era insuportavelmente irresistível.
Você é maravilhosamente lindo, inteligente, engraçado, misterioso, interessante... é o senhor dos infinitos adjetivos.
Você era o lado certo da minha vida errada...
E os melhores momentos que tive contigo, foram através de sonhos!
Você fez o que tinha de fazer: sumir!
Fui até o "inferno" só pra te ver, passando por cima de todos os anjos e santos que me protegem no céu que teimo em residir.
Depois de você eu entendi pra quê os Filhos da Puta servem... Vocês têm o poder de nos fazer imensamente felizes quando querem e assustadoramente tristes quando a gente não quer!
Mas eu desejo um pra cada mulher desse mundo, pois uma vida sem um Adorável Filho da Puta não é vida, e a melhor definição da sua raça que eu posso dar é: Vocês são exatamente como aquelas calcinhas velhas de fundo de gaveta, não existem melhores pra dormir, mas não há mulher no mundo que queira passar a vida inteira com uma delas!
Um beijo meu.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
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